Publicado por: Beatriz Cioffi em: 13/02/09
… Só minha!
Eu não sabia quem era Constanza Pascolato.
Eu não sabia o que era Contanza Pascolato.
Se eu desse de cara com Constanza Pascolato, passaria reto sem nem notar.
Para ser bem sincera, meu cérebro (a culpa era dele) costumava fazer certa confusão entre Constanza Pascolato e Athayde Patreze. Há-há-há-há-h… Hoje isso passou, eu ju-ro!
Fato é que gosto de moda desde pequenininha, mas até uns dois anos atrás pouco sabia das verdadeiras “personagens da moda”.
É sobre Contanza que eu vou falar hoje, sobre a Constanza que eu vi e reconheci.
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Em uma das coberturas que fiz da “SPFW” – entre poucas palavras com um semi-famoso e uma fugidinha básica dos seguranças que queriam que cada convidado tomasse logo seu devido lugar – vi a tal da Constanza…
… Vi e passei, sem dar a menor bola. Com certo ar de blérgh até, para ser sincera. Para quem está fora da cena-passarela, povo da moda é metido e intocável – dane-se quem seja o tal “povo da moda”.
Bem, não sei se Constanza é metida ou não, nunca falei com ela. Mas guardo da “musa” uma imagem tão gracinha, tão gracinha, que faço questão de assumí-la como verdade completa.
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Neste mesmo dia do blérgh, ao ir para a Sala de Imprensa do evento de São Paulo, novamente vi Contanza… Dessa vez, ATACANDO um dos grandes potes de amendoins que ficam espalhados por lá.
Sabe aqueles potes de amendoim de boteco? É mais ou menos assim que são os potes da semana de moda paulistana.
É claro que Contanza – com seu indefectível par de óculos escuros e portando uma bolsa Chanel – não meteu a mão suja no pote, como fazem os meros mortais (incluindo a trainee que vos fala). Ela lançou mão de um guardanapo delicado, para aí separar a sua porção.
Mas ela comeu o amendoim que o mundo inteiro tinha passado o mãozão, sabe como? E sem fazer cara de nojinho. Fazendo expressão de fome… Normal. Achei digno.
Na verdade, achei lindo. Jurava que Constanza andava para lá e para cá, pedindo para faxineiros limparem sem caminho, com medo de pisar onde os “outros-ui” haviam perambulado.
Constanza come amendoim e… É super educada!
Quer saber mais? Nesta última SPFW, ao me encontrar em um dos desfiles (todo mundo se encontra o tempo todo durante as semanas de moda), Contanza me cumprimentou com sorrisinho no rosto e tudo.
Porque Contanza tem uma elegância de cinema… Mas parece ser gente de verdade.
Não é bonito?
Alô, futuro! Quero ser Constanza quando eu crescer. Acho.
Publicado por: Beatriz Cioffi em: 13/02/09
Bem, leitor… Ela sou eu, Bia Cioffi.
Seja bem-vindo ao mundo de uma fashionista em treinamento!
Publicado por: Beatriz Cioffi em: 13/02/09
… Ele está no meio de nós.
Ela soube do evento com menos de 24 horas de antecedência. Chegou à sua casa desesperada e pediu a ajuda da melhor amiga para escolher o figurino, como fazia nos velhos tempos – embora, naquele momento, a tal amiga estivesse cursando direito e fizesse questão de abusar de seu lado grunge de ser.
Depois de brigas com espelho (e com a melhor amiga), decidiu ir de básico. Básico, mesmo: calça jeans e blusinha preta. Preta, não, marrom – que preto estava parecendo muito preto. Jogou um rústico Carlos Miele por cima e atacou os scarpins novinhos e brilhantes. Achou que dava para fazer a pose.
Passou horas tomando banho, passando todos os “antes” possíveis (hidratantes, esfoliantes). Saiu do chuveiro e – depois de servir jantar para a filha – correu para uma demorada sessão de chapinha. Queria seus cabelos lisos-lisérrimos, que era para não ter erro de styling – que era para não ter erro de nada, na verdade.
Escolheu o colar, escolheu os brincos e deixou tudo separadinho na mesa da sala. Leu as revistas de moda do mês e criou dúvidas, perguntas inteligentes. Sentiu-se preparada e torceu para ter uma boa noite de sono. Era sua estréia, não podia bancar a fubanga do mês.
…
De manhã choveu. E choveu muito. O cabelo enchapado sentiu a umidade do ar como um verdairo detector de água. E arrepiou, claro. Ela fez um coque lá-trá e saiu para o trabalho pressentindo o tropeço no ar.
Chegou ao evento feliz, fez a pose que aprendeu nas revistas e mandou as perguntas pertinentes. Teve certeza que ninguém notou o frizz gritante de seu cabelo e nem reparou nas suas unhas que estavam por fazer. Sentia-se linda, fina, preparada para o mundo.
Saiu do evento na postura de top e, ao ver um carro lotados de homens passar, teve certeza que iria escutar aquele xavequinho básico. Eles abriram o vidro do automóvel, ela preparou os ouvidos, disfarçou o sorriso… E ouviu:
- Aê, mina! Esqueceu de tirar a etiqueta do sapato?
Droga! O frizz pode até ter passado invisível, mas a etiqueta… É a etiqueta alguém com certeza viu.